Saiba que você, enquanto profissional, deve estar bem preparado para atender qualquer paciente que chegue ao seu consultório, onde o autista é um deles. É muito importante que você conheça todos os aspectos do autismo e assim, pode encontrar a melhor forma de tratamento.

A grande questão que envolve os autistas é que devido à má coordenação da língua, têm uma tendência a armazenar alimentos, e como gostam muito de alimentos doces, são mais propensos a cáries, onde a ida ao dentista deve fazer parte de sua rotina.

Tenha em mente que é essencial ter paciência, principalmente porque possuem uma alta sensibilidade a estímulos externos, como barulhos altos e diferentes. Mas o ideal é que os pais levassem a criança desde cedo ao consultório, para que pudessem ir já se familiarizando com o ambiente.

A boa notícia é que existem algumas estratégias que você pode aplicar para facilitar o trabalho, tornando o tratamento o menos traumático possível.

O que é autismo?

O autismo se trata de um transtorno que afeta o desenvolvimento mental e emocional, mas como existem vários graus, talvez você atenda um paciente autista que não apresente nenhum sintoma mais grave.

Por outro lado, é possível também que tenha que lidar com crianças com dificuldade de aprendizagem, comunicação e relacionamento. Mas como o nosso objetivo aqui não é explicar em detalhes o que é o autismo, o ideal é conversar com os pais para conhecer melhor a criança e seus comportamentos.

Assim como qualquer paciente, o dentista precisa criar uma relação de confiança, só que com pacientes autistas, talvez seja um desafio, mas é possível.

O que devo fazer com meu paciente autista?

Como já foi dito, o primeiro passo é conhecer o histórico do paciente, e isso é possível conversando com os pais.  Então, a primeira consulta deve ser com os pais, e só depois que devem levar a criança. Só para você ter uma ideia, dependendo do caso, é preciso submeter o paciente à anestesia geral, tamanha é a dificuldade de colaboração e até mesmo porque não permitem qualquer contato físico.

Outro problema que pode acontecer é que o autista apresenta alguns comportamentos, por exemplo, mexer muito com as mãos, o que pode dificultar o tratamento dentário. Só que é nesse momento que o dentista não sabe o que fazer.

Geralmente, pacientes autistas são assistidos por uma equipe multidisciplinar e é essencial que você esclareça às famílias a importância dos cuidados preventivos, sempre pensando na melhor qualidade de vida do paciente.

Uma estratégia que funciona muito bem é explicar o passo a passo de todos os procedimentos, pois geralmente, os autistas seguem uma rotina. E na primeira consulta, até para criar um laço de confiança, deixe que a criança conheça todo o consultório. E só comece o atendimento em si quando perceber que a criança esteja acostumada com o ambiente e com você, nem que isso leve várias consultas.

E não se esqueça de ter no consultório brinquedos, pois assim, a criança vai associar o dentista com uma brincadeira e algo divertido.

Tenha sempre em mente que o seu objetivo ao tratar uma criança autista é transmitir a ela confiança e, com certeza, se você seguir essas dicas, o tratamento vai transcorrer mais facilmente.